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A cabaça é um fruto
do gênero do melão ou da abóbora, cuja casca grossa a torna útil para os
homens, depois que se lhe retirar a polpa macia. Serve como jarro de água ou,
se for cheio com sementes secas, dá para chocalho musical. Em alguns templos
colocam uma cabaça redonda cortada ao meio horizontalmente, para receber
pequenas oferendas ou objetos simbólicos. O fruto é muitas vezes decorado com
gravuras, em ambas as metades, com enorme variedade de desenhos bem como
figuras de seres humanos, animais e répteis.
Em Abomei, O
Universo é considerado como uma esfera semelhante à cabaça redonda, e o
horizonte fica nos bordos da união das metades do fruto. É aí que céu e mar se
juntam, num local hipotético inacessível ao homem. A terra é considerada plana,
flutuando dentro da grande esfera, tal como uma cabaça pequena pode flutuar
dentro da maior. Dentro da esfera estão as águas, não só no horizonte como por
debaixo da Terra. Este aspecto particular é explicado pelo fato de que se alguém
fura o solo sempre descobre água, de modo que esta tem de rodear toda a terra. O
Sol, a Lua e as estrelas movem-se na metade superior da cabaça.
Quando Deus criou
todas as coisas, a sua primeira preocupação foi formar a Terra, fixando os
limites das águas e unindo bem os bordos da cabaça. Uma cobra divina enrolou-se
à volta da Terra, para agregar e manter firme, e levou Deus a vários lugares,
estabelecendo a ordem e sustentando todas as coisas com os seus movimentos
essenciais.
Mito africano de
origem Abomei antiga capital da República Popular de Benin, registrado por
Parrinder na África.
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